A Polícia Civil do Rio de Janeiro coordena a Operação Rastreio, considerada a maior ação da história contra roubo, furto, desbloqueio e revenda ilegal de celulares no Brasil. A operação já prendeu mais de 700 suspeitos, recuperou 10 mil celulares e devolveu 2,8 mil às vítimas. Nesta fase, são cumpridos 132 mandados de busca em 11 estados, incluindo Minas Gerais, onde lojas e quiosques são investigados por comercializar celulares roubados após desbloqueio ilegal.
Os criminosos cobravam entre R$ 60 e R$ 400 para remover bloqueios e até apagar o IMEI, tornando aparelhos furtados aparentemente legais.
As investigações começaram em maio, com a prisão de um especialista em desbloqueio remoto que ensinava técnicas de destravamento e alteração de IMEI em cursos on-line. A partir dele, foi identificada uma rede nacional de receptadores e comparsas.
Além da revenda, alguns suspeitos tentavam acessar contas bancárias das vítimas e realizar transações financeiras. A operação, apoiada pelo Ministério da Justiça, busca desarticular toda a cadeia criminosa, desde hackers até vendedores que repassavam celulares desbloqueados.



