A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais deflagrou, nesta quarta-feira (27), a Operação Fake Rice no Triângulo Mineiro. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas e cumpre 76 mandados judiciais em cinco estados brasileiros.
Ao todo, cerca de 160 policiais participam da operação, que inclui o cumprimento de 37 mandados de prisão temporária, 39 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro patrimonial que podem alcançar R$ 120 milhões.
Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava no Triângulo Mineiro, com ramificações em outras regiões do país e ligação com a entrada de drogas vindas do Paraguai e da Colômbia.
Os mandados estão sendo cumpridos em Uberlândia, Uberaba, Sacramento e Patos de Minas, além de cidades de outros estados, como Bauru (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto de Galinhas (PE) e Foz do Iguaçu (PR).
De acordo com a Polícia Federal, as cidades do Triângulo Mineiro eram utilizadas como pontos estratégicos para armazenamento, distribuição e transporte de grandes carregamentos de drogas.
As investigações apontam que a organização criminosa atuava há pelo menos oito anos, possuindo divisão de funções e uma estrutura logística interestadual.
Conforme a Força Integrada de Combate a operação é resultado de investigações que já levaram à apreensão de aproximadamente 27 toneladas de maconha em diferentes ações policiais. Durante as apurações, as forças de segurança também localizaram uma plantação com cerca de 2 mil pés de maconha.
Entre os entorpecentes movimentados pelo grupo estavam variedades conhecidas como “skunk” e “gold”, consideradas drogas de maior valor no mercado ilegal.
Um dos episódios investigados ocorreu em 21 de agosto de 2024, durante uma tentativa de abordagem a um comboio suspeito de transportar drogas. Segundo a investigação, apenas o último veículo foi interceptado. O motorista teria reagido à ação policial com disparos contra os agentes e morreu durante o confronto.
No automóvel, os policiais apreenderam 839 barras de maconha, totalizando aproximadamente uma tonelada da droga, além de uma arma de fogo e munições.
A Força Integrada de Combate é coordenada pela Polícia Federal e reúne integrantes da Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização criminosa.



