O inverno começou oficialmente no último dia 20/6, mas os mineiros já sentem as temperaturas mais baixas desde abril. E, com o frio, aumentam os casos de gripe, resfriado, covid-19 e bronquiolite. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais alerta sobre os riscos, as formas de prevenção e os sintomas dessas doenças, que podem se confundir no início, mas apresentam diferenças importantes.
A gripe é causada pelo vírus influenza e costuma ter sintomas mais intensos, como febre alta, dor no corpo e cansaço, podendo evoluir para pneumonia ou outras complicações.
Já o resfriado é mais leve, com coriza, tosse, espirros e febre baixa.
A bronquiolite merece atenção especial em bebês e crianças menores de dois anos. Causada, principalmente, pelo vírus sincicial respiratório, provoca tosse intensa, chiado no peito, secreção e dificuldade para respirar.
Já a covid-19, que segue em circulação, é uma infecção respiratória grave, capaz de provocar desde perda de olfato, coriza e tosse até falta de ar severa e comprometimento dos pulmões.
Crianças pequenas, gestantes, idosos, imunocomprometidos e pessoas com doenças crônicas estão mais suscetíveis a desenvolver formas graves dessas infecções.
A SES-MG reforça que a vacinação continua sendo a principal estratégia para reduzir internações e mortes. De janeiro a junho deste ano, o Estado distribuiu mais de 7,8 milhões de doses da vacina contra a gripe e 1,2 milhão de doses contra a covid-19 para as 28 Unidades Regionais de Saúde, responsáveis pelo repasse aos 853 municípios.
Mesmo com ampla disponibilidade, a cobertura vacinal segue abaixo da meta. Até o início de junho, apenas 44,1% do público-alvo — gestantes, crianças e idosos — se vacinaram contra a gripe. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%.
Em relação à covid-19, 88,7% dos mineiros completaram o esquema primário (duas doses), 59,08% receberam três doses, e apenas 21,72% tomaram a vacina bivalente, que amplia a proteção contra variantes do coronavírus.
