Em 2025, o governo federal lucrou 14 bilhões e 700 milhões de reais com os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, e, como já tem acontecido nos últimos anos, deve repassar a maior parte desse dinheiro aos trabalhadores.
O FGTS é um fundo formado com dinheiro do trabalhador com registro em carteira. Por lei, toda empresa deve depositar 8% do salário do funcionário em conta do Fundo.
O trabalhador só tem acesso a esse dinheiro quando é demitido sem justa causa ou em casos específicos, como aposentadoria, diagnóstico de doenças específicas e compra de casa própria.
E, como lucra com dinheiro que pertence ao trabalhador, o governo divide parte desse valor.
Este ano, o valor a ser dividido deve ser de 13 bilhões e 200 milhões reais, o que representa 90% do lucro total.
Esse valor será repartido, de forma proporcional, com os cotistas que tinham saldo nas contas do FGTS em 31 de dezembro do ano passado.
Para que a distribuição dos lucros de fato aconteça, no entanto, o Conselho Curador do FGTS precisa aprovar a proposta na reunião marcada para o dia 28 de julho, terça-feira da semana que vem.
Com a aprovação, a Caixa, gestora do FGTS, terá até o final de agosto para fazer o depósito nas contas vinculadas.
