Chuvas intensas aumentam alerta para dengue, Zika e Chikungunya

Foto/Pixabay

Com a intensificação das chuvas no final do ano, o Brasil entra novamente no período de maior proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A combinação de umidade, altas temperaturas e acúmulo de água cria condições favoráveis para que o mosquito se multiplique, reforçando a necessidade de atenção redobrada da população e dos serviços de saúde.

Segundo o último Informe Semanal do Ministério da Saúde, até a semana epidemiológica 23 de 2025 foram registrados 1.478.752 casos prováveis de dengue, 102.259 casos de chikungunya e 3.601 casos prováveis de zika no país.

Embora os números indiquem queda em comparação ao mesmo período de 2024, o cenário exige vigilância contínua, especialmente com a chegada do verão e das chuvas mais intensas.

A circulação dos quatro sorotipos do vírus da dengue, com predominância do DENV-2, é um alerta. Se a pessoa já teve a doença pelo DENV-2, fica protegida deste sorotipo. No entanto, tem risco de desenvolver as formas mais graves da dengue caso seja infectada por algum dos outros sorotipos.

A eliminação de focos do mosquito continua sendo uma estratégia fundamental para conter a transmissão das arboviroses. Reservatórios destampados, calhas entupidas, caixas-d’água sem vedação e acúmulo de água parada em áreas externas permanecem como os principais pontos críticos.

Além da eliminação de criadouros do Aedes aegypti, a vacinação também integra as ações de prevenção. Mesmo pessoas que já tiveram a infecção são elegíveis para a vacinação, uma vez que a dengue pode ser causada por quatro sorotipos distintos do vírus e que a infecção por um deles não oferece imunidade duradoura contra os outros.

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