A Cemig alerta para um risco tão letal quanto doenças graves: os acidentes elétricos. Em 2024, 759 pessoas perderam a vida no país, número próximo ao da meningite bacteriana (700 óbitos) e mais que o dobro da leptospirose (346), conforme dados do Ministério da Saúde. A comparação mostra que a eletricidade pode ser tão perigosa quanto moléstias amplamente conhecidas.

Apenas no ano passado, de acordo com estudo da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), foram registrados 2.373 acidentes relacionados à eletricidade, um crescimento de 11,6% em relação ao ano anterior.

A utilização de Ts, benjamins e extensões para a conexão simultânea de vários aparelhos é comum em muitos lares brasileiros. No entanto, essa prática é perigosa, já que pode provocar sobrecarga de energia, causando sobreaquecimento e curtos-circuitos em redes não preparadas para suportar a carga elétrica, causando incêndios e até acidentes fatais.

Outro cuidado fundamental é a instalação do dispositivo DR, que detecta fugas de corrente elétrica em circuitos defeituosos. Quando isso ocorre, o sistema é desligado imediatamente, evitando choques elétricos.

Quando houver necessidade de ligar vários equipamentos em uma mesma tomada, a recomendação é utilizar filtros de linha de qualidade, com dispositivo de proteção interno operante. E, por fim, nunca se deve deixar fios expostos, já que eles aumentam o risco de choques e fagulhas capazes de se transformar em tragédias.